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OAB-MT endossa campanha nacional de doação: "Sangue bom é sangue sem preconceito"

Foto: Divulgação     A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) por meio da Comissão da Diversidade Sexual, está participando de um momento histórico para a comunidade LGBTQI+.        Celebrando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que impediam homens homossexuais de doar sangue, a comissão se une a coletivos de Mato Grosso para estimular a doações ao Hemocentro.        O estudante Júlio César Barbosa, de 26 anos, atendeu ao chamado de pronto. Já na manhã de segunda-feira (22), o primeiro dia da campanha “Sangue bom é sangue sem preconceito”, ele já estava lá para vivenciar aquele que no seu entendimento, é um grande acontecimento.        “Bem provável que eu tenha sido o primeiro”, se perte. Júlio explica que doar sangue sempre foi um sonho. “Ficava pensando: ‘e se alguém da minha família precisar?’ Eu seria impedido de ajudar. Mas agora, tudo mudou. Conquistamos um direito e temos que exercê-lo”, pontuou. Assim como estimula a campanha, ele registrou o momento e postou nas redes sociais com a hashtag #sangueLGBTIsalvavidas.         A vice-presidente da Comissão da Diversidade da OAB-MT, Kamila Michiko, realça que a sociedade é a maior beneficiada. “É uma vitória da cidadania. Direitos civis sendo reconhecidos, garantias fundamentais efetivadas amadurem a democracia. E é não só uma vitória de quem está doando, mas especialmente de quem está recebendo”.        Kamila explica que homens homossexuais eram proibidos de doar sangue por serem considerados grupo de risco. “Um estigma cruel relacionado a homossexuais que contraíram o HIV. Mas enfim a Justiça reconheceu que não existe grupo de risco, mas sim, comportamento de risco”.         A campanha nacional que tem engajamento da militância de Mato Grosso, segue até a sexta-feira (26). Uma cartilha digital produzida por movimentos de várias regiões do país está sendo pulgada. Ela traz orientações aos doadores, baseadas por instruções do Ministério da Saúde.         Como não há mais restrições em relação à orientação sexual dos doadores, é preciso apenas chegar junto aos hemocentros e checar se o doador atende aos requisitos necessários para doação.    Confira o Guia de Doação de Sangue para Pessoas LGBTQI+: clique aqui.        
26/06/2020 (00:00)
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