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Tangará da Serra adere a campanha Sinal Vermelho para a Violência Doméstica

Representantes de 28 farmácias e drogarias com sede em Tangará da Serra (239 km a médio-norte) atenderam ao chamado da juíza da Vara da Violência Doméstica da Comarca, Edna Ederli Coutinho, e assinaram o termo de adesão da campanha Sinal Vermelho para a Violência Doméstica do Poder Judiciário.   A reunião para tratar da campanha no município ocorreu na manhã desta terça-feira (15), no anfiteatro do Centro Cultural “Pedro Alberto Tayano Filho”, com a presença de autoridades ligadas a Segurança Pública (Delegacia e PM), representantes do Ministério Público e da Secretaria de Assitência Social  e farmacêuticos. Idealizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) em julho deste ano a campanha tem como foco ajudar mulheres em situação de violência a pedirem ajuda nas farmácias do país.   “A campanha foi planejada para ajudar mulheres durante a pandemia e irá perdurar até o final do ano. Durante o isolamento social, elas acabam mais expostas e a dificuldade em denunciar é maior já que estão o tempo todo com o agressor. Muitas só conseguem ir à farmácia para comprar algum remédio e neste momento tem a chance de pedir socorro”, destaca a magistrada.   Para pedir socorro basta que a vítima risque um “X” vermelho na palma da mão, que pode ser feito com caneta ou mesmo um batom, e mostra o sinal para o atendente. Com o nome e endereço da mulher em mãos, os atendentes das farmácias e drogarias que aderirem à campanha deverão ligar, imediatamente, para o 190 e reportar a situação. “O farmacêutico figura como comunicante do crime e não como testemunha”, reforça a juíza.   A farmacêutica Manoela Crispim vive e trabalha há 10 anos em Tangará da Serra, atuando há 11 anos na profissão ficou feliz em saber que a classe teve visibilidade. “Achei a campanha muito bacana, primeiro porque as mulheres terão um novo canal de denúncia e depois por enxergarem os farmacêuticos como parceiros.   Muitas vezes, principalmente no interiorzão do Estado temos contato com mulheres com escoriações, mas não podíamos fazer nada, apenas vender o medicamento. Agora com esta parceria é diferente”, acredita. Dados – Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), de número de feminicídios em Mato Grosso aumentou 40% entre os meses de janeiro a agosto de 2020, em comparação ao mesmo período do ano passado. Nos oito primeiros meses deste ano, 35 feminicídios foram registrados, no entanto, este número pode ser alterado, conforme o andamento das investigações policiais. Já em 2019, este número chegou a 25 casos.      
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